A linguagem das coisas
Quando inicei a leitura de “A linguagem das coisas” esperava encontrar a história de vários ícones do design: móveis, arquitetura, moda, e como os designer usavam o talento para criar imagens e uma identidade que outros acham atraente.Estava enganada. O livro tem como objetivo provocar o questionamento sobre o nosso eterno desejo de ter mais e mais coisas.
A apresentação de onde termina o design e começa a arte, a ironia ao falar sobre o mundo da moda (que nunca foi arte, mas nunca se esforçou tanto para que ela se pareça com) e sobre o design de luxo, onde o autor Deyan Sudjic fala “O luxo contemporâneo depende da descoberta de novas coisas para torná-las difíceis”. São algumas das ótimas passagens, que nos ajudam a entender a valorização do design e sua característica de tradutor emocional: o design molda a maneira como nos relacionamos, como comemos, como sentamos e como olhamos uns para os outros.
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